Entrevistei: Rivers & Robots


Não tem como falar de qualidade e não destacar um dos melhores álbuns lançados em 2018. "Discovery" do Rivers & Robots traz músicas incríveis e uma qualidade que poucos possuem. Para saber um pouco sobre as inspirações por trás desse projeto, conversei com Jonathan Ogden que contou um pouco sobre a banda, música em geral, o álbum e o que o futuro reserva para eles.

- ANÁLISE: DISCOVERY - RIVERS & ROBOTS


 Conte-nos um pouco sobre você, a banda e como isso começou. O que significa "Rivers & Robots"?

Jonathan Ogden (Rivers & Robots): Meu nome é Jonathan. Eu comecei o Rivers & Robots como um projeto solo, sentado em meu quarto com um teclado e um notebook. Cresci produzindo muita música eletrônica em meu quarto e aos 17 anos comecei a sentir que Deus estava me chamando para usar essa paixão para o culto. Então comecei a escrever canções de adoração e produzi-los de uma forma eletrônica. Foi daí que o nome veio, a combinação de melodias/canções de adoração (rivers (rios)) com batidas eletrônicas (robots (robôs)) que definiram nosso som. Após 2 álbuns assim, eu conheci alguns amigos que também eram músicos cristãos, acabamos transformando o projeto em uma banda e começamos a escrever e gravar juntos.

"Discovery" é um álbum incrível. Minha música favorita é a própria "Discovery" e a primeira frase fala muito em meu coração. Como foi o processo de composição deste álbum? Conte-nos sobre esse lançamento.

Jonathan: Obrigado! Foi muito divertido fazer este álbum. É o nosso quinto álbum e eu acho que nós estávamos muito livres para escrever, criar músicas que nos movem e experimentar novas ideias. Passamos muito mais tempo tocando juntos para este álbum, algumas músicas surgiram praticando acordes e batidas onde levei essas idéias para casa e escrevi as letras. Nós também separamos mais tempo juntos para escrever canções, como quando reservamos um chalé na Escócia em um fim de semana e levamos instrumentos para lá. Escrevemos músicas como "Satisfy" e "Provider" lá no chalé (que é um pouco estranho, porque para mim essas músicas tem mais a ver com o verão e estávamos em um chalé frio na neve!). Liricamente as músicas estão centradas em conhecer Deus, o desejo de continuar conhecê-Lo mais e fazer crescer o amor por Ele através da descoberta de quem Ele é.



Quais são as músicas favoritas do grupo?

Jonathan: Todos nós temos favoritos, escrevemos pelo menos 25 músicas para este álbum e, em seguida, selecionamos até fechar com uma coleção de 12 canções que todos nós gostamos. Mas algumas que mais gostamos de tocar são, provavelmente, "My Refuge", "Know You More", "Overflow" e "Satisfy".

As canções de "Discovery" cantam o amor de Cristo e sua paz que invade nossa alma. Eu vejo essa paz sendo transmitida também no ritmo de cada música. Tanto é que eu digo que este é um álbum para se acalmar. Me fale um pouco sobre os seus estilos musicais.

Jonathan: Eu acho que em um nível pessoal, eu realmente valorizo a paz em minha vida. Quer se trate de paz na minha mente, no meu ambiente, nos relacionamentos. E eu amo que um dos títulos de Deus é o Príncipe da Paz. A paz é também um dos frutos do Espírito. Assim, podemos orar a Deus para trazer a paz em uma situação de nossas vidas. É algo que eu amo tentar capturar em nossa música. Esta sensação de paz, e estar satisfeito em Deus. Queremos tentar escrever canções alegres, mas nem sempre de uma forma que significa que todos nós pulemos para cima e para baixo, mas que nós possamos apenas relaxar e desfrutar da paz de estar satisfeito em Deus e em Sua alegria.



Quais são suas principais inspirações na música mundial?

Jonathan: Ouvimos muitas músicas diferentes. Especialmente vivendo em Manchester que é uma grande cidade musical, acabamos assistindo muita música ao vivo. Amamos a música indie, folk, jazz, hip hop, música eletrônica, experimental, rock. Acho que apenas gostamos de ouvir muitas músicas novas e ideias, e como músico é uma ótima maneira de continuar aprendendo e forçando a conhecer novos estilos e influências. Recentemente eu comecei a ouvir muitas músicas da Ásia em geral: há um monte de música do Japão e Coréia que possui um som realmente único.

Quais são os próximos projetos? Eu vi um novo membro se juntar ao grupo. O que o futuro revela para a banda?

Jonathan: Sim, temos um novo guitarrista chamado Philip Shibata. Para o próximo ano (2019) planejamos a "Discovery Tour" em vários lugares, depois vamos começar a escrever juntos com a nova formação e começar a trabalhar um novo álbum! Mas não estamos com pressa.

Uma última pergunta: queria saber sobre o final da música "Forevermore" e os sons de mergulho e chegada em uma praia. Tem algum significado especial?

Jonathan: Uma das minhas metáforas favoritas é pensar que o conhecimento de Deus é como um oceano sem fim, que vai durar para sempre. E esta jornada de descoberta é quase como navegar em um oceano infinito de conhecimento. Deus é profundo e vasto. Às vezes pacífico e calmo, e às vezes imprevisível e emocionante. No interior do álbum temos uma foto tirada por um fotógrafo chamado Ryan Pernofski, onde mostra o mergulho de alguém no mar, e eu sempre amei essa imagem porque me faz pensar no impulso para descobrir Deus. E assim o fim do álbum foi uma forma de comunicar isso. É para parecer que você acabou de saltar para dentro d'água, e então quando você ressurge, ouve novos sons, como uma nova descoberta. Mas as pessoas tiveram um monte de significados diferentes ao ouvir e eu gostei disso!



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Entrevistei: Rivers & Robots Entrevistei: Rivers & Robots Reviewed by Gabriel Monteiro on segunda-feira, janeiro 07, 2019 Rating: 5

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